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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Por que uma menina de 13 anos não deve namorar?

Eu não gosto de generalizar. Devem existir meninas (e meninos) de 13 anos que sejam maduros (embora eu nunca tenha conhecido algum). Dia desses, estava andando tranquilamente quando uma garota me interrompeu desesperada...
- Moça, por favor, me empresta o celular?
Ela estava nervosa.
- Sim, o que aconteceu?
- Perdi meu namorado... Ele estava ali, aí brigamos e eu fui para um lado da XV e ele para outro.
- Hmm, chato heim? – respondi desinteressada enquanto procurava o aparelho na bolsa.
- Ele está com meu celular e com a chave da minha casa.
- Nossa...
Passo o celular e ela disca freneticamente, com as mãos tremendo. O rapazinho não atende. A menina fica mais aflita.
- Eu amo muito ele. Mas às vezes sou criança e faço bobagens (será?).
- Ele mora longe? – interrogo.
- Muito. Ai, ele não me atende, o que eu faço agora?
Eu estava achando a cena muito inusitada (por que essas coisas sempre acontecem comigo?). No momento em que ela pediu um conselho, fiquei em dúvida se dava uma lição de moral ou se me colocava no lugar dela. Preferi a segunda opção, bem mais divertida.
- Você precisa mesmo dessas chaves para entrar em casa? Vá embora e pegue as coisas com ele amanhã.
- Ai, preciso sim. Minha mãe vai me matar, porque ele tá com o RG dela também.
Aí a história ganhou novos caminhos. O moço bravo some com celular, chaves e documento da sogra. Complicado! Digo:
- Xi... Acho que você deveria ficar mais uns minutos ali na frente da Catedral então. Vai que ele se arrepende e volta?
Em todo esse tempo ela estava discando os números sem parar. De repente, começou a falar com o tal “homem” da sua vida. Não sei se ele realmente atendeu ou se ela inventou o diálogo para poder me deixar ir embora. A conversa foi marcante. Algo assim:
- Oi, amor! Amor, vem aqui, por favor. Amor, estou passando mal. Amor, vem me encontrar na frente da Catedral? Amor, desculpa pelo o que eu falei. Tô muito mal, até emprestei o celular de uma mulher aqui na rua. Você vem? Tá? Então tá. Tá.
Ela me devolve o telefone, diz obrigada sem muita gratidão e sai correndo. Eu só penso: Ai que dó dessa adolescência, ai que dó.

3 comentários:

  1. talvez maduro para a idade, não maduro o suficiente para namorar...

    que dó mesmo!...

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  2. E essa coragem de pedir celular emprestado assim?
    Não, não deve haver maturidade nessa idade.
    Dó.

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  3. "- Oi, amor! Amor, vem aqui, por favor. Amor, estou passando mal. Amor, vem me encontrar na frente da Catedral? Amor, desculpa pelo o que eu falei. Tô muito mal, até emprestei o celular de uma mulher aqui na rua. Você vem? Tá? Então tá. Tá."

    Imaginei a vóz fininha e os olhos fugindo de si mesma. oq será q o namorado falou? qual será o diálogo antes desta cena? digo a briga propriamente dita. perguntas sem resposta, pouco importa =)

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