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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Abraço :)

Uma senhora solitária encontrou um leão ainda bebê, na Colômbia. Um achado nada comum, digamos... Ele estava mal alimentado, doente, também sozinho no mundo.
A mulher não conseguiu simplesmente deixá-lo ao relento, à espera da morte e por isso levou-o para sua casa. Todos os vizinhos e parentes consideraram um impulso inconseqüente, mas o fato é que a cada dia os laços cresciam, e nunca se viu tanto brilho nos olhos daquela senhora.
...Cuidou dele, como se venera um filho, compartilhou do amor que estava sobrando em seu peito. Porém, ela esquecera que o tempo faria o pequeno indefeso tornar-se tão feroz a ponto de ser considerado o Rei da selva. Numa tarde seca de inverno, obrigaram-na a entregar o amigo felino ao zoológico. Ambos sabiam que aquela era uma relação impossível e o melhor seria esquecer, mas a saudade apertou no fim do primeiro mês.

E parece que ele será eternamente grato...



Nome da mulher: Ana Júlia Torres.
Texto meu, baseado na notícia, não 'necessariamente' correspondente à realidade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Um frio na espinha...

E você, não sente?

"Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe." Clarice Lispector



Sabe, era exatamente isso o que eu queria dizer, mas ela escreveu antes.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Até quando?

A fotografia vencedora do World Press Photo 2007, segundo o júri, não apresenta apenas a exaustão de um homem, mas de uma nação inteira. Ao vê-la, lembrei-me daquele texto que escrevi há dias, sobre máscaras. Ora, se estão mesmo exaustos, por que continuam lá? Para manter as aparências e não admitir o erro? Até quando isso vai continuar? E o soldado retratado ainda está vivo? E se não, por quê? Diga-me: Quem é que sabe explicar ao certo?

Talvez ele volte para casa, e até receba uma medalha... Talvez.
"Foto de Tim Hetherington, UK, for Vanity Fair. American soldier resting at bunker, Korengal Valley, Afghanistan, 16 September."
Para ver mais: http://www.worldpressphoto.org

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

esquecida pelo mundo que ela esqueceu

Era verão, se bem que em Guarapuava essa estação não é muito definida. Começo de um dos últimos anos da década de oitenta. Minha mãe disse que não doeu, mas eu demorei o quanto quis. Talvez eu não quisesse nascer, e, talvez tivesse sido melhor. O fato é: nasci. E então chega-se ao ponto: Pra quê? Dizem que quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe. (Será?).

Você já sentiu alguma vez como se nada importasse? (e o que isso importa?). But anyway, mudando um pouquinho o rumo da prosa (como diria o vô Evaldo, se estivesse vivo), seria tão interessante se pudéssemos esquecer ou alterar certas lembranças. Como no filme*, a fim de prosseguir, rumo ao brilho eterno. Feliz é palavra para os ingênuos, sem dúvidas. E 'existe a quem falte o delicado essencial'.

Mas segunda-feira eu faço vinte anos, e ainda não sei, não estou pronta para este tipo de coisa. E eu não estou me importando,

."the circus is falling"

BE CONTINUED


*filme: Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Texto meu, (de quem mais seria essa bobera?), lembrando sempre que todo dito se encontra num já-dito, ou seja, todo discurso é marcado por enunciados que o antecedem e sucedem, integrantes de outros discursos, ou seja novamente, além de tudo, eu ainda não consigo ser a única a pensar nesse tipo de coisa.