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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Bom Dia!"

Na minha cabeça, idéias aleatórias, era eu tentando organizar todas as atividades do dia numa ordem coerente, já a duas quadras da universidade, andando apressada por ter dormido mais que "deveria", como sempre. E foi na praça que ele foi visto, mas tantos outros que passaram antes de mim, também apressados, nem perceberam; (pois cada um vê com o olho que tem, apenas aquilo que pode enxergar e há certas cenas que se tornam invisíveis, inacreditavelmente). Um cara estava dormindo ali, naquele banco cinza, que tem pixações quase apagadas pelos dias. Ele e tudo o que possuía: uma manta xadrez e dois sacos de ráfia resistente, cheios das coisas dele, entre as quais estava um silêncio constrangedor.

Praça em frente ao Campus Santa Cruz da Unicentro, Guarapuava - PR.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

tudomisturado

Se o pneu furar, tenha fé!



Num dos bairros de Guarapuava-PR.
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domingo, 24 de agosto de 2008

o achado

Isso aconteceu com um amigo de um amigo meu. Seria até desrespeitoso citar identidades, idades, cores dos olhos. Entendamos essa pessoa como um de nós, com um nome e até sobrenome, Silva, Mendes, Rocha... Enfim, ao gosto de cada um, seu cada qual.
Dizem que era tarde de domingo, nuvens azuis, brisa do litoral, tudo lindo, e duramente normal, assim como hoje. Ele sentia aquela morbidez sem cura, aquela desesperança cálida. Fraqueza de começo de semana, ou apenas o início do fim... Não sabia.
Mas foi num desses momentos derradeiros que ele encontrou o porquê. O tal estava escondido no meio das velhas recordações, numa caixa do fundo do armário que ninguém mais abria; amassado entre cartas, declarações, poesias sem remetente e extratos bancários.
Depois do achado ele nunca mais foi o mesmo.
Ouvi falar que pegou aquele velho navio, e partiu.

sábado, 16 de agosto de 2008

animáveis

Dizem que ela não sabe agir com classe, só porque costuma olhar desdenhosa para todos os chatos que a observam com receio. Na verdade ela não se importa com o blá blá blá das esquinas, sobre Pequim ou tupiniquins. Há tempos entendeu que humanos quase não falam sobre o que vale a pena, na cidade e na fazenda.


Sítio São Luiz, Novo Hamburgo - RS.
Foto minha.
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hora do despejo

OoOohhh!
gritaram sem voz
no ar rarefeito
quem dera um quase não existisse
e tudo seria perfeito