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domingo, 29 de julho de 2007

Mal


Ontem, ou segunda, não lembro, saí de casa e andei pelas ruas. Olhando o céu e seu tom laranja - ele parecia o fogo - percebi que não sabia onde estava, tampouco para qual lado deveria ir, então parei e já não me senti em mim. Talvez isso seja normal, ou apenas o começo desse mal.
Há algum tempo tenho procurado encontrar o sentido desta piração. Quando penso ter descoberto, caio novamente na mesmice. Não posso dizer que tenho me esforçado... Muitas vezes não cumpro o planejado e acabo passando pela vida, simplesmente. De qualquer forma, persisto. Comum, embora. O que me assombra é a demagogia, pois o que falo não faço, quase sempre. Conforta-me saber que eu não sou a única.
Sondei a alegria alheia e percebi que a vida sempre continua, nua e crua, como dizem. Não há choro nem riso eternos. Aquelas pessoas morreram na terça antepassada, mas hoje o Brasil está em 3º lugar no Pan... Os aviões continuam decolando. Os miseráveis continuam com fome. Os políticos continuam em recesso. E eu também não mudei.
A gente passa a compreender melhor a vida quando entende este ciclo:
Nasce Sol, põe-se Sol e tudo permanece igual.
Não pense que eles vão olhar por você.
Texto: Scheyla.
Foto: Ricardo Costa, disponível em olhares.com

terça-feira, 10 de julho de 2007

Babel


“Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma maneira de falar”.
Gênesis 11:1


Mostrar a violência excessiva para que talvez desta forma, quem assista ao filme crie um repulso a ela. Este foi um dos objetivos do roteirista e do diretor de Babel (2006). A violência é algo comum a todos, independentemente da nacionalidade. A falta de compreensão também... Pai e filho, esposo e esposa, pessoas de nacionalidades opostas... Tanto faz, pois ninguém se entende. O filme apresenta diferentes histórias de pessoas desesperadas por se fazer ouvir...
Guillermo Arriaga, escritor mexicano e roteirista deste filme, comenta que o cinema e a literatura têm o dever de alertar para o que não pode deixar as pessoas passivas: violência e morte banalizadas.
A morte de uma pessoa causa uma vazio social. Segundo ele, todos possuem uma identidade, algo que é formado pelas pessoas ao nosso redor. “Você não consegue se enxergar de costas... Para tal, você precisa da ajuda de alguém, a sua mãe, ou filho, eles auxiliam o processo da formação individual. Quando uma dessas pessoas se vão, você perde um pedaço da sua identidade”, explicou em entrevista ao programa Roda Viva, da Tv E do dia 04 de julho de 2007.
Babel não é um filme de estacionamento. Como aqueles que se assiste no cinema e quando chega-se ao carro para ir embora, o telespectador já nem sabe mais sobre o que se tratava. Essa película possui o poder de causar a reflexão sobre as contradições da vida, a falta de tolerância entre os semelhantes e o caos no qual a humanidade se encontra.
Guillermo acredita que a cada dia mais fica claro a tendência maior das pessoas para o lado animal do que para as atitudes civilizada. Para o roteirista, o homem é, simplesmente, um animal.
Depois de assistir ao filme muitas pessoas sentirão que isto é verdade...


“Desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem do outro”. Gênesis 11:7



Foto: Divulgação.

Texto: Scheyla

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Na modernidade


Tudo é absurdo, mas nada choca,
porque todos se acostumam a TUDO




Foto: José Pinto Silva.