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quarta-feira, 4 de março de 2009

a cor do invisível

A gente podia fingir que é de viver, só e mais, rumo ao infinito mar. E ir. Ir sempre. Como quem vai sem saber para onde. Mas gosta tanto do lugar de destino que não se cansa de sorrir e de contar sobre tudo o que não se sabe se há, mas que sim, são coisas maravilhosas e indescritíveis. Porque pelo não vivido e o não sorrido realmente não vale a pena continuar.. são cenas que podem ser colocadas num baú marrom de guardar pó, sem dó. Pois aos poucos tudo vai fazendo morada e arruma um lugar perfeito no peito, e descobre-se que andar sem rumo não faz parar a dor, só a aumenta, num ritmo acelerado. De quando em quando há que parar, para deixar o ar conhecer o pulmão. Melhor contagiar-se do que é azul, ou laranja. Cores que nem Frida Kahlo descobriu nas roupas que pintou para si. Cores tão raras que nem o mais belo entardecer de março conseguiu descrever.

4 comentários:

  1. Eu gosto tanto de caminhar por aqui... parece que me sinto envolta de um jeito todo romântico de ver a vida, os sonhos... gosto de me sentir leve feito uma pluma. ;)

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  2. Puta que pariu!

    Desculpe, não achei expressão mais propícia.
    Perfeito.

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