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sexta-feira, 27 de março de 2009

alma entardecida

Pensou por uns cinco segundos e meio que não conseguiria escrever sobre algo assim, tão sem nexo, ou talvez com todo o sentido que pode haver na penitência insustentável de ser e viver por aí ou acolá na sequencia dos dias que se tornam meses e anos num piscar de olhos castanhos. O fato é que sempre as dez para as dezenove horas, mais ou menos (isso se for horário de verão), essa pessoa imune a descrições se concentra e levanta a sua face. Ah, definitivamente o céu é o que há de mais lindo, para sempre. E é engraçado como todas as cores daquele sorriso se misturam e flutuam ao redor das nuvens que parecem dissipadas pelos ares do fim do fôlego. Ela não entende como alguém pode passar mais de um dia sem reparar neste dom gratuito, que se veste de ouro em pó ao cair da tarde, com sua grandiosidade que se humilha ao olhar dos homens e mulheres que, por sua vez, se preocupam tão pouco com o que é observável e belo. Ao fim compreende que simplesmente não importa o que tenha acontecido na sexta-feira, pois o pôr-do-sol foi inexplicavelmente inédito. E não é necessário entender.

3 comentários:

  1. Guarapuava pode ter inúmeros defeitos, mas esse céu... ah, esse céu...
    adorei o texto e o mote inspirador.

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  2. como pode né? passam os anos mas o céu continua encantador. por gerações.
    adorei!

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  3. O Céu de Guarapuava é o mais lindo, e olha que pôr-do-sol tende a ser lindo em qualquer lugar.

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