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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Gente que nunca morreu está morrendo...

O título parece uma piadinha, não? E é.
Mas vai dizer que não tem sentido?
"Morte, misteriosa mariposa", já dizia o poeta Vinícius. O fato é que ninguém sabe como agir sobre o assunto, aquilo que não entendemos nos amedronta. Dia desses encontrei no orkut o perfil de uma garota que faleceu em agosto passado; e todos os seus amigos continuavam mandando recados, contando assuntos pessoais, perguntando sobre como é lá onde ela está, mandando beijos e abraços. Não é fácil aceitar que ninguém vai responder. E aí está o mais intrigante: quando a pessoa que se vai é jovem, a dor parece ser mais aguda. Pensa-se em quantas coisas ainda poderiam ser vividas, sentidas, aprendidas... Como aquele ator bonitinho que morreu no começo da semana. Vinte e oito anos, uma filha, muitos filmes, um apartamento, dinheiro no banco; foi isso o que ele deixou.
Com essa moda de carpe diem, as pessoas injetam na veia (além de veneno) a falsa ilusão de que o que importa é curtir a curta vida. Com raízes no romantismo, essa idéia é a favor de fazer o que der em um mínimo tempo (você prefere viver 10 anos a 1000 ou 1000 a 10?). E assim eles vão morrendo, super irados, ligadões. Quem sofre é quem fica.
E se esse fosse o seu último dia você consegueria dizer que valeu a pena?

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