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domingo, 18 de setembro de 2011

Não é mágica, é ciência

“O segredo é não colocar massa em cima da forminha e deixar só metade dela no óleo bem quente. Se afundar, não vai desgrudar. Se fizer como estou falando, depois de um tempo a massa abre feito uma flor. O bolinho fica sequinho, crocante e não engorda, eu garanto. Então você recheia com o que quiser. Nesse caso, estou colocando açúcar com granulado e leite condensado. Se a sogra estiver em casa, dá para rechear com concreto e vidro – é brincadeira, só para descontrair. Na hora de preparar a receita, não é para colocar fermento, só as coisas que eu estou dizendo, ou vai dar errado. Caso precise, aqui (mostra um papel) tem meu celular. Pode ligar qualquer hora do dia e até a cobrar”. 
Alexsandro, de 39 anos, ama ser vendedor de rua. Na área desde menino, fala alto, se destaca no calçadão, faz piadas sem dificuldades e interage com o público. “Vou morrer trabalhando nisso. Aprendi com meu pai, que aprendeu com o pai dele. Espero ainda ter um filho para ensinar”. Em menos de 15 minutos, repetiu a receita da sua especialidade nove vezes. Ele distribui o bolinho gratuitamente aos curiosos que param, pois tem o objetivo de vender a forminha “de fabricação própria e exclusiva” ao valor de R$5. O nome da obra é Artesanato Delícia, “artesanato porque sou eu que faço e delícia porque o bolinho fica delicioso”, explica. No primeiro dia em Guarapuava, comercializou 120 unidades do instrumento que parece mágico. Depois uma semana na cidade, zarpa para outra. “Minha vida vivo viajando. Eu e meu pai dormimos no carro mesmo. Conheço todo canto desse país. Nunca trabalhei de empregado e espero nunca precisar”.




3 comentários:

  1. Ai! Você comprou? É magico. Eu quero!

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  2. Aaaaa, que vontade! Ainda mais com esse texto, tomara que ele apareça nessas bandas sulmatogrossenses.

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  3. Compra prá mim de presente de casamento?? Com a receita junto, claro =p

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