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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Do latim, afflictione

Amarelecida, pensei em escrever sobre o canto desesperado dos grilos, que apavoram as noites que parecem nunca encontrar um fim. Rabisquei duas linhas, e, vencida, desisti. Comecei a contar, então, o meu sonho do cochilo, mas ah, não é de se escrever assim. Insisti em jogar letras organizadas em palavras numa caixa bem guardada, no alto do armário. No entanto, hoje tudo se torna nada com tanta elegância e sutileza que nada parecem ser há inúmeras décadas empoeiradas, que dão coceira no nariz. Enquanto as vozes mudas entoam a frase feita: Tradição em não ter sentido. Senti. Sem ti. Do.

Um comentário:

  1. Cobriu-se de tempo, as horas, ao mergulharem naquele horizonte de mar, de palavras e de amanhãs. Ao re-emergir, transformado, o passado, fez-se tarde, fez-se noite ao fazer-se este agora. Por fim, do hoje, o que restou, além das primeiras rugas e da quase metade menos completa de mim? Acho que, o pensamento que mesmo assim, mosaico, querendo ou não, desde sempre, envelheci. Envelhecemos. Parabéns pra nós. Rober

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