Elas aparecem aos punhados com suas camisetas azuis, alaranjadas, verdes, brancas, com ou sem estampa. Como embaladas por uma valsa em fuga, somem nas ruas, por trás dos toldos velhos e sujos. Onde todas se escondem quando o céu começa a ganhar tons escuros? Por que é que o Zé sempre cruza o cemitério? Por que olha, arisco, para os três lados antes de entrar? Parece que se esconde, mas de quem? Quase no céu, em cima de um prédio, outro Zé ajeita a massa. Suas mãos ásperas procuram trabalhar o cimento da melhor maneira. Movimentos circulares e depois retos verticais, ele tira o excesso e passa o braço na testa suada. Suspira. Mesmo depois de tantos anos ainda treme quando olha para baixo. O homem assovia uma canção e a brisa passa para, em seguida, encontrar outro alguém. E isso nunca para.
sábado, 31 de outubro de 2009
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5 recados:
ah, para. tem jeito de o blogger colocar comentários automáticos? toda vez q entro aqui minha vontade é escrever: lindo! não é falta de criatividade não, é a lindeza de suas palavras.
Mas a canção é sempre a mesma? Fiquei curioso
beijo
apaixonante...
Trabalho no Correio do Povo, mais especificamente no site - www.correiodopovo.com.br. Tu é da área (jornalística) também, né?!?
Ah, esses dias vi por aqui um navio com o nome de Guarapuava, lembrei de ti =)
beijo
Concordo plenamente com a Tati, eu sempre fico sem palavras e de boca aberta.
=*
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