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domingo, 5 de outubro de 2008

ah, não me diga!

Domingo de eleição municipal. Uma falsa sensação de escolha dos que vão ocupar um gabinete ali na Rua Brigadeiro Rocha ou ganhar uma foto emoldurada na parede da Câmara paira no ar. Parece tudo normal, gelado, cinza, corriqueiro. É que todo mundo quer poder. E os que podem quase sempre são os que arrumam uma gasolina ali, um emprego lá. Ou os que colocam pedra brita na rua que era de cascalho. Os interesses são diversos. Os sonhos são tão pequenos e ingênuos, que chegam a dar sono. Nada há de surpreendente. Está tudo muito bom do jeito que está. Está ótimo, aliás. Continua pegando a rede Globo na televisão da sala, ao menos o direito à novela das oito eles não negam a esse povo esperançoso!
E viva Diogo Pinto de Azevedo Portugal, e viva Padre Chagas! E vida Krügers, Mattos Leões, Silvestris
e Carlis dessa terra de gente intrépida, da qual cidadãos agiram como mouros e cristãos em interpretações valorosas, como se na interpretação lutar fosse mais agradável! E viva todos os nomes das ruas e seus respectivos donos! Comemoremos porque acordamos e dormimos em nossas camas quentinhas! Brademos as paródias de vitória dos carros de som numa única voz! Sejamos porta-bandeiras de números com rostos e sorrisos milimetrados! Acordemos na segunda-feira de manhã com nossas reuniões agendadas!
Nasce o sol, põe-se o sol, e tudo permanece igual.

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