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domingo, 24 de agosto de 2008

o achado

Isso aconteceu com um amigo de um amigo meu. Seria até desrespeitoso citar identidades, idades, cores dos olhos. Entendamos essa pessoa como um de nós, com um nome e até sobrenome, Silva, Mendes, Rocha... Enfim, ao gosto de cada um, seu cada qual.
Dizem que era tarde de domingo, nuvens azuis, brisa do litoral, tudo lindo, e duramente normal, assim como hoje. Ele sentia aquela morbidez sem cura, aquela desesperança cálida. Fraqueza de começo de semana, ou apenas o início do fim... Não sabia.
Mas foi num desses momentos derradeiros que ele encontrou o porquê. O tal estava escondido no meio das velhas recordações, numa caixa do fundo do armário que ninguém mais abria; amassado entre cartas, declarações, poesias sem remetente e extratos bancários.
Depois do achado ele nunca mais foi o mesmo.
Ouvi falar que pegou aquele velho navio, e partiu.

2 comentários:

  1. Agora sim... burlei as regras unicentriantes! hehe
    Menina, e não é que adoro o jeito que escreve! =]
    ps: gostei da foto lá em cima hahaha!

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  2. agricultor - feijao preto - prudentópolis - PR27 de agosto de 2008 18:04

    deletar o que realmente sinto e posso acreditar

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